Poucos artistas da sua geração alcançaram tanto sucesso em domínios tão diversos e com um repertório tão variado como Juliane Banse.
Ao longo dos últimos 30 anos, Juliane Banse afirmou-se como uma das principais sopranos líricas alemãs, construindo uma sólida reputação nos repertórios de ópera, concerto e Lied, e revelando uma versatilidade estilística que lhe permitiu abordar um repertório extraordinariamente amplo, de Mozart a György Kurtág.
O seu repertório operático, excepcionalmente vasto, inclui a Condessa em Le nozze di Figaro, Fiordiligi, Donna Elvira, Vitellia em La clemenza di Tito, Genoveva, Leonore, Tatyana em Eugene Onegin, Arabella e Grete em Der ferne Klang, de Schreker. Estreou-se em palco aos vinte anos como Pamina na produção de Die Zauberflöte, de Harry Kupfer, na Komische Oper Berlin. A sua interpretação de Branca de Neve na estreia mundial da ópera Schneewittchen, de Heinz Holliger, na Ópera de Zurique, permanece um dos momentos marcantes da sua carreira, tendo mantido desde então uma estreita colaboração artística com Holliger.
Nascida no sul da Alemanha e criada em Zurique, Juliane Banse estudou inicialmente com Paul Steiner e, mais tarde, com Ruth Rohner, na Ópera de Zurique, antes de completar os seus estudos em Munique com Brigitte Fassbaender e Daphne Evangelatos. Nas últimas temporadas, interpretou a Marechala em Der Rosenkavalier, de Strauss, assinalando a sua estreia neste papel; participou na produção da estreia mundial de Lunea, de Holliger, em Zurique; e apresentou-se na nova ópera Septembersonate, de Manfred Trojahn, em Düsseldorf. Cantou também na estreia mundial do monodrama de Willem Jeths inspirado em Poe, The Tell-Tale Heart, no Concertgebouw de Amesterdão.
Juliane Banse apresentou-se em grandes palcos internacionais de ópera, incluindo o Metropolitan Opera, onde cantou Arabella, e estreou-se operaticamente nos Estados Unidos em Chicago, como Rosalinde em Die Fledermaus. Outros compromissos importantes incluíram o papel titular em Diary of Anne Frank, de Grigory Frid, no Theater an der Wien; Jeanne d’Arc na ópera homónima de Braunfels, em Colónia; Elsa von Brabant em Lohengrin, de Wagner, em Nantes e Angers; e o papel titular em La voix humaine, de Poulenc, na Ópera de Colónia, com a Orquestra Filarmónica de Helsínquia e na Staatsoper im Schillertheater, em Berlim.
É também muito requisitada como cantora de concerto, tendo trabalhado com muitos maestros de renome, incluindo Lorin Maazel, Riccardo Chailly, Bernard Haitink, Franz Welser-Möst, Mariss Jansons, Zubin Mehta, Manfred Honeck, Daniel Harding e Christoph Poppen. Os recitais de Lied ocupam um lugar central na sua actividade artística, com apresentações em salas e festivais como a Schubertiade Vilabertran, Oxford, Schloss Elmau e Pierre Boulez Saal, em Berlim.
A sua rica discografia inclui muitas gravações premiadas. Duas das suas gravações receberam um ECHO Klassik Award: Jeanne d’Arc, de Walter Braunfels, com a Orquestra Sinfónica da Rádio Sueca, sob a direcção de Manfred Honeck; e a Oitava Sinfonia de Mahler, com a Tonhalle-Orchester Zürich, sob a direcção de David Zinman. Outros projectos notáveis incluem o álbum de árias de ópera Per Amore, a gravação de Lied Tief in der Nacht com Aleksandar Madžar, e o filme Hunter’s Bride / Der Freischütz com a London Symphony Orchestra, sob a direcção de Daniel Harding, no qual interpretou Agathe. A sua gravação Unanswered Love, com obras de Reimann, Rihm e Henze, registada com a German Radio Philharmonic Orchestra Saarbrücken Kaiserslautern e Christoph Poppen, foi lançada com grande aclamação crítica.
Entre as adições recentes à sua discografia contam-se o ciclo de canções Das Marienleben, de Hindemith, gravado com o pianista Martin Helmchen, bem como canções orquestrais do compositor suíço Heinrich Sutermeister. Winterreise, de Schubert, novamente com Martin Helmchen, será lançado em breve pela ECM. Em 2025, foi distinguida com o Hindemith-Preis der Stadt Hanau pela sua interpretação e promoção da obra do compositor.
Depois de cinco anos como professora na Robert Schumann Hochschule, em Düsseldorf, assumiu uma posição semelhante em 2020 na Universidade Mozarteum de Salzburgo. Em 2023, começou a leccionar na prestigiada Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madrid. Juntamente com Christoph Poppen, é Directora Artística do Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM), Portugal.
Mais info: www.julianebanse.com
Christoph Poppen é um dos artistas mais versáteis da sua geração. Enquanto maestro, estabeleceu uma reputação internacional através de uma programação inovadora, incluindo um forte compromisso com a música contemporânea.
Frequentemente solicitado enquanto Maestro Convidado, tem dirigido muitas das importantes orquestras de todo o mundo. É actualmente Maestro Titular da Orquestra de Câmara de Colónia e Director Musical da Hong Kong Sinfonietta.
Fundador e primeiro-violino dos Cherubini Quartet, actuou com este quarteto durante mais de 20 anos. O projecto “morimur”, CD co-criado com os Hilliard Ensemble, conheceu o sucesso mundial.
Enquanto professor, ao longo dos anos Christoph Poppen tem leccionado e presidido a várias escolas de música de relevo da Alemanha. Foi professor na Hochschule für Musik und Theater em Munique e lecciona actualmente na Escuela Superior de Música Reina Sofía em Madrid.
Em 2014 fundou o Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM), de que é Director Artístico, e em 2019 fundou a Academia Internacional de Marvão para a Música, Artes e Ciências.
Foi Director Artístico Fundador do Festival ‘Classic Revolution’, no Lotte Hall, em Seul, Coreia do Sul, entre 2020 e 2022.
Saiba mais em: www.christophpoppen.com